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Chá de Malva para Problemas Respiratórios

Os problemas respiratórios vem se tornando cada vez mais comuns, com tanta poluição no ar. Ademais, eles também podem ser crônicos, como asma e bronquite. E, quando o assunto são as afecções respiratórias, a malva pode ser uma grande aliada. O chá da planta atua como um expectorante natural em adultos.

A Malva é uma planta natural da Europa, Ásia e Norte da África. Além de ser expectorante e amenizar dores na garganta, é também boa para tratar casos de constipação. Vejamos a receita deste chá de Malva (Malva sylvestris) segundo recomendações da ANVISA.

Chá de Malva

Ingredientes: 

  • 2g (uma colher de sobremesa) de folhas e flores de malva
  • 150 mL (uma xícara de chá) de água

Modo de Preparo: Coloque a xícara de água no fogo. Quando estiver a ponto de ferver, desligue e acrescente as folhas e flores de malva. Tampe e aguarde alguns minutos a infusão. Beba quatro xícaras do chá de malva ao longo do dia.

A Flor da Malva

A Flor da Malva

Benefícios da Malva

Como dito, a Malva é uma planta natural na Europa, Norte da África e da Ásia. As partes mais utilizadas desta planta para fins medicinais são as folhas e flores. Porém, todo o vegetal possui ações fitoterápicas. Nestas partes mais populares de uso, estão presentes os flavonoides e mucilagens. A flor é lilás, e as folhas são moles, macias e verdes.

A Malva possui aminoácidos/proteínas, flavonoides, mucilagens, terpenoides, derivados fenólicos, cumarinas, vitaminas, enzimas, ácidos graxos/esteroides e pigmentos, segundo a monografia divulgada pelo Ministério da Saúde.

Além disso, estão presentes na Malva polissacarídeos. As mucilagens são um dos principais compostos responsáveis pela sua ação de supressão à tosse e expectorante. Basicamente, as mucilagens são constituídas de ácido glucuronico, ácido galacturonico, ramnose, galactose, frutose, glicose, sacarose e trealose, mas ácido uronico, arabinose, manose, xilose,
fucose, rafinose, etc.

O chá da Malva é excelente para problemas respiratórios, “peito cheio” e também para a digestão. Mas, para ações cicatrizantes e analgésicas, pode-se fazer um cataplasma das flores. É muito fácil de fazer, basta amassar as folhas flores e aplica-las em cima de feridas, como por exemplo as ocasionadas por picadas de insetos.

O chá serve como aliviante de sintomas, quando ingerido. Ele age em toda a mucosa da boca e faringe, além de tratar úlceras e inflamações nas vias respiratórias. O indivíduo que está com tosse seca, ou então com catarro, pode se beneficiar com o chá, que irá amenizar estes sintomas.

Pela Malva possuir esta ação anti-inflamatória na mucosa bucal, ela é muito utilizada em enxaguantes, como pode-se ler na monografia: “As únicas menções sobre o uso da malva como forma farmacêutica é em associação com outros produtos {cloreto de sodio 0,05% (226 ppmF) e cloreto de Cetilpiridinium (CPC)} como antisséptico bucal.”

Outros benefícios da Malva e usos populares também são descritos no documento do Ministério da Saúde. Leia-os abaixo:

“Segundo Barros e colaboradores, folhas de malva são utilizadas mastigadas, na forma de decocção, infusão, cataplasma, vapor, loções, xarope, maceração ou pomada para aplicação tópica ou por via oral, no tratamento de dor de dente, dores do trato genital, dermatites, pele inflamada, ferimentos, queimaduras, problemas de estômago, diarreia, reumatismo, hemorroida, constipação, tosse, dor de garganta, as amígdalas, bexiga e acne. Decocção e infusão também são usadas para infecção/inflamação, obesidade, problemas da próstata e para pressão alta. O extrato fluido é indicado para tosse e doenças inflamatórias da mucosa (50). A infusão e decocção das folhas também são descritos como abortivos.”

Ainda, segundo o documento, estudos indicaram que o extrato metanólico da Malva possui ação antioxidante, e que esta atividade é mais presente nas folhas. O extrato das frutas mostrou menor atividade inibidora de radicais, e a decocção das folhas e flores apresentou bons índices de inibição dos radicais.

No que se trata da atividade antimicrobiana, as pesquisas mostraram que “o extrato metanólico das folhas e flores de malva exibiu efeito antibacteriano importante contra Erwinia carotovora […] Staphylococcus aureus, Streptococcus agalactiae, Entrococcus faecalis.” Para acessar a monografia produzida pelo Ministério da Saúde, clique aqui.

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