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Chá de Bardana – Benefícios e Posologia

A Bardana, Arctium lappa, é uma planta que vem sendo utilizada há muito tempo, desde a Idade Média, para fins medicinais. Devido à sua facilidade de ser encontrada, seja em terrenos baldios ou quintais, a Bardana se tornou muito comum. Por isso, sempre foi muito utilizada para fazer chás, cataplasmas e compressas. Sua origem vem da Eurásia, e também da América.

Esta planta possui diversas propriedades, muito bem aproveitadas nos chás. Ela tem ação bactericida, antisséptica, carminativa, digestiva, antioxidante, afrodisíaca, etc. Ainda, devido às suas propriedades que melhoram a digestão, a Bardana é muito utilizada na culinária. Confira abaixo como preparar o chá de Bardana, quais são os benefícios e mais sobre esta planta medicinal.

Receita do Chá

Ingredientes:

  • 2,5 g (duas colheres e meia de chá) de raízes de bardana
  • 150 ml (uma xícara de chá) de água

Modo de Preparo: Por se tratar de uma raiz, deve-se ferventá-la entre cinco a dez minutos em um processo conhecido como decocção. Pode-se também utilizar o processo de mergulhar a raiz de bardana na água fervente. Utilize uma xícara de chá de duas a três vezes ao dia.

Conheça a receita do chá de Bardana.

Benefícios da Bardana

A Bardana é uma planta medicinal muito popular, que também pode ser chamada de bardana maior, pegamassa, baldrana, carrapicho de carneiro, carrapicho grande, erva-dos-pega-massos, erva-dos-tinhosos, gobô, labaca, lapa, orelha-de-gigante, pega-nossa, pegamassa, pegamasso, pega-moço, pejamaço, perga-masso, dentre outros nomes populares. Seu nome científico é Arctium lappa, mas existem outros sinônimos, Arctium chaorum Klokov e Lappa major Gaernt.

Como mencionado, a Bardana é uma planta originária da Eurásia, e tornou muito comum com sua utilização na medicina popular chinesa. Ela também é comestível, por isso foi inserida como parte da alimentação dos povos orientais. A Bardana tem de 50cm a 2m, e possui caule grosso e folhas grandes e largas. As suas flores são rosas.

Esta planta possui diversas propriedades, tanto que vem sendo utilizada há séculos para tratamentos de doenças. Ela é antidispéptica, diurética, anti-inflamatória, antioxidante, digestiva, carminativa, antimicrobiana, purificante, afrodisíaca, estimulante, antifúngica, etc. A Bardana possui altos níveis de vitaminas C e E, o que também é muito benéfico para o nosso corpo.

A vitamina C, chamada também de ácido ascórbico, é solúvel em água e não é sintetizada pelos seres humanos. Ou seja, o único meio de obter vitamina C é pela alimentação, e a Bardana é uma ótima fonte. O ácido ascórbico aumenta a produção de glóbulos brancos, de modo a potencializar o nosso sistema imunológico. Também, é essencial para a produção do colágeno, evitando o envelhecimento da pele. Esta vitamina ainda melhora a absorção do ferro no sangue, fortalece os ossos, evita problemas de visão e previne gripes e resfriados.

Já a vitamina E, o Alfa Tecoferol, é um poderoso antioxidante. Ela previne o câncer de próstata, melhora a função cardíaca, relaxando os vasos, previne a degeneração da mácula, o Alzheimer e a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

A Bardana, segundo o artigo produzido pelo Florien, também trata furunculoses, abcessos, dermatoses purulentas, acne, eczemas, gota, reumatismo, amigdalite, dor de garganta, artrite, erupções cutâneas, e vários problemas de pele, sudorífico, purificador do sangue e auxiliar no tratamento de diabetes.

Em relação à diabetes, a Revista Brasileira de Farmacognosia publicou um artigo em 18/12/06, intitulado de “Avaliação in vivo do efeito hipoglicemiante de extratos obtidos da raiz e folha de bardana Arctium minus (Hill.) Bernh.” O artigo foi produzido pela GESPLAN (Grupo de Estudos de Plantas Medicinais) e pelo Centro de Ciências da Saúde, Laboratório de Farmacognosia, da Universidade Comunitária Regional de Chapecó.

O objetivo do estudo foi “avaliar in vivo o potencial hipoglicemiante de extratos obtidos da raiz e folha de bardana, Arctium minus (Asteraceae).” A diabetes é uma doença comum que acomete milhares de pessoas, e que pode levar até à morte. Ela é causada pela falta ou má absorção de insulina, um hormônio que é responsável pelo aproveitamento da glicose em nosso organismo. Por isso, é importante o estudo de medicamentos hipoglicemiantes, como foi feito neste artigo.

Segundo o artigo, “Fazendo uma analogia ao trabalho proposto com esses estudos, pode-se perceber que o efeito hipoglicemiante dos extratos brutos, tanto da raiz como da folha da Arctium minus foram mais eficazes em glicemias de 197 mg/dL a 360 mg/dL (glicemias leve e moderada), conseguindo-se reduzir a glicemia em 40 a 56%; nas superiores a 360 mg/dL a redução foi menor que 21%.”

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