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Anti Séptico e Cicatrizante para Lesões

Aqui no Receita Natural já falamos sobre o chá de guaçatonga, para acabar com o mau hálito, e que também pode ser utilizado para em caso de dores e lesões. Porém, dessa vez, com uso tópico e não oral. Aplicada sobre lesões doloridas, a guaçatonga (Casearia sylvestris) atua como cicatrizante e antiséptico conforme indicado pela ANVISA para uso adulto ou infantil.

A guaçatonga é uma planta originada da América do Sul, e pode ser encontrada por todo o território brasileiro. Ela possui propriedades cicatrizantes, anti-inflamatórias, antisséptica, dentre outras. Pode ser utilizada em diversos casos, como no tratamento de micoses, hemorragias, inchaço nas pernas, úlceras, reumatismo, etc. Confira abaixo a receita.

Receita Chá de Guaçatonga

Ingredientes:

  • 2 a 4 g (de uma colher a duas colheres de sobremesa) de folhas de guaçatonga
  • 150 ml (uma xícara de chá) de água

Modo de Preparo: Faça uma infusão com as folhas de guaçatonga, fervendo a água. E, após desligar o fogo, acrescente as folhas e deixando abafado por alguns minutos. Utilizar uma xícara chá de três a quatro vezes ao dia, aplicando em compressas os locais com lesões, hematomas e dores.

Cuidados: Não utilizar durante a gravidez e lactação, pois é atestado que a planta tem propriedades estimulantes a musculatura uterina. Além disso, em altas doses pode causar vômitos e diarreia.

Benefícios da Guaçatonga

A guaçatonga é uma planta de nome científico Casearia sylvestris. Ela é originada da América do Sul, e se tornou muito comum por estar presente nos quintais e terrenos baldios. É uma planta de porte médio para grande, que mede dos 4 metrôs a 6. Ela é popularmente chamada de chá de bugre, e sempre foi muito comum no tratamento de picadas de cobra.

A guaçatonga apresenta atividades anti-inflamatórias, antisséptica, imunoestimulante, analgésico, anestesiante, etc. Muito utilizada no tratamento de lesões, dores, reumatismo, hemorragias, irritações intestinais, dentre outros males. Além disso, estudos farmacológicos atestaram a propriedade farmacológica anticancerígena da guaçatonga.

Seus compostos são óleos essenciais, terpenos e triterpenos, saponinas, ácidos graxos, taninos, antociano sídeo, resinas e  flavonoides.

Os pesquisadores Francisco Carlos Groppo e Vivane Goreth Costa Cury, na Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP), desenvolveram um estudo sobre a ação da planta em relação a herpes labial. A herpes é causada pelo vírus HSV, e muitos dos afetados por ele buscam soluções medicinais no SUS. Aproveitando a oportunidade, os pesquisadores utilizaram 93 voluntários, separados em três grupos.

O tratamento foi feito de forma fitoterápica e também homeopática. Foi feito num processo em que os voluntários não sabiam qual medicamento estava sendo aplicado, de forma a não interferir ou induzir os resultados. Na conclusão final, viu-se que as pessoas utilizaram o guaçatunga apresentaram cicatrização rápida.

O artigo científico “Composição química e atividade antimicrobiana do óleo volátil de Casearia Sylvestris Swart” analisou a atividade da planta em relação algumas bactérias, feito em um estudo controlado. Confira abaixo os resultados, que foram impressionantes:

“Os resultados obtidos da atividade antimicrobiana do óleo são representados na Tabela II, onde o óleo da C. sylvestris inibiu todos os micro-organismos testados, porém, mais eficaz contra bactérias
gram-positivas.

O óleo apresentou maior atividade (1,3µg) frente ‡s bactérias Enterococus faecalis, Escherichia coli, Micrococus e Staphylococus epidermitis. Essas bactérias são responsáveis por endocardites, (Alterthum et. al, 2005) exceto E.coli, que é responsável pela causa de meningites e infecções do trato urinário, (Murray et. al, 2004). Sendo assim, devidoa baixa concentração para inibir as bactérias citadas, o uso do óleo volátil da C. sylvestris torna-se uma alternativa contra esses micro-organismos.

Frente as bactérias Staphylococcus aureus, Enterobacter e Shigella flexnerri o óleo apresentou uma menor inibição (12,8µg). Estas bactérias são responsáveis por gastroenterites, conhecida como shigelose (S. flexnerri); bacteriemias, endocardites, podendo
acarretar pneumonia (S. aureus), (Alterthum et. al,
2005) e infecções hospitalares que podem ocorrer em vários órgãos humanos, mais comumente causada pela bactéria (Enterobacter). (Murray et. al, 2004).”

Assim, vê-se a extrema eficácia da guaçatonga em relação ao combate de bactérias. Por isso, sua utilização é bem aproveitada em diversos tratamentos e vem se tornando uma opção na indústria.

Além do chá, relativo a receita que citamos acima, a guaçatonga pode também ser encontrada em cápsulas e óleos. As cápsulas são vendidas em farmácias e comércios naturais, e o óleo também, apesar deste último ter a possibilidade de ser produzido em casa.

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