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Carapiá – Propriedades Medicinais

Hoje vamos falar sobre uma planta chamada Dorstenia brasiliensis (nome científico), mais conhecida popularmente como carapiá. Ela foi documentada pela primeira vez pelo Dr. Nathaniel Hodges, no século XVII, que a indicava para o tratamento de uma epidemia comum em Londres naquela época. A planta é nativa do Brasil, se configurando com uma erva rasteira com cerca de 20 cm de altura. Ela tem flores vermelho-amarronzadas em formato de copo. Na medicina popular, utiliza-se o rizoma (caule em forma de raiz) para preparar remédios caseiros.

Nomes Populares da Planta

Como o Brasil é um país muito extenso e com muitas regiões diferentes, cada uma tem a sua cultura. E também são muitos estados. Por isso, as plantas costumam ter nomes diferentes dependendo da região ou estado onde se encontra. É o caso do capiá, que é conhecido por diversos outros nomes populares. Veja alguns deles:

  • carapá;
  • figueirilha;
  • contra-erva;
  • chupa-chupa;
  • conta-de-cobra;
  • bezoar.

Propriedades Medicinais da Planta

As propriedades medicinais atribuídas à planta são conhecidas pelos povos indígenas há vários séculos e foram repassadas de geração em geração por meio da oralidade. A raiz e o caule são mais conhecidos pela atividade terapêutica, mas, segundo diversas fontes, todas as partes da planta podem ser utilizadas. De um modo geral, o uso de chá preparado com o rizoma é indicado para:

Carapiá

Carapiá

  • gastrites e outros problemas do estômago;
  • diarreias;
  • disenterias;
  • infecções urinárias;
  • problemas uterinos;
  • cólicas menstruais;
  • dermatoses;
  • febre.
 Esses usos se devem às propriedades terapêuticas, sendo as principais listadas abaixo. A planta é:
  • diaforética (induz a transpiração);
  • anticonceptiva (evita a gravidez);
  • antidisentérica (trata casos de disenteria);
  • antipirética (combate a febre);
  • antirreumática (combate o reumatismo);
  • antisséptica (evita infecções);
  • diurética (favorece a eliminação da urina);
  • emética (provoca vômitos quando necessário);
  • emenagoga (facilita o fluxo menstrual);
  • estimulantes (dá energia);
  • purgativa (efeito laxante);
  • reconstituinte (estimula e aumenta as forças vitais do organismo);
  • sudorífera (estimula o suor);
  • tônica (panta nutritiva).

Os indígenas também utilizam a planta macerada sobre picadas de insetos e até mesmo de cobras para combater o veneno. No entanto, esse uso nunca foi comprovado cientificamente e, por isso, não é recomendado, principalmente no caso de animais peçonhentos. Nessas situações, o melhor é procurar ajuda médica urgentemente.

Contraindicações e Cuidados

Apesar dos benefícios listados, a carapiá deve ser usada com muita cautela e bom senso. O excesso pode causar intoxicação, trazendo sintomas como enjoo, vômito, diarreia e dor de estômago. Ela também pode potencializar o efeito de medicamentos anticoagulantes. O consumo da planta é contraindicado para mulheres grávidas ou em período de lactação, pois pode causar um aborto ou problemas ao bebê através do leite. Idosos e crianças, por terem um organismo mais sensível, também devem evitar o uso da carapiá. Caso observe qualquer reação, suspenda o tratamento e procure um especialista.

Se for comprar a planta para fazer chás ou outras receitas, sempre procure um lugar de confiança. Prefira locais que sejam de indicação de parentes ou amigos.

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